O tabuleiro político do Maranhão começou a se movimentar de forma intensa nos bastidores do Palácio dos Leões. De acordo com informações reveladas pela jornalista Carla Lima, já está em curso o processo de desincompatibilização de secretários estaduais que pretendem disputar as eleições de 2026.
A saída dos cargos não deve ocorrer de forma simultânea, mas sim escalonada até o dia 2 de abril, respeitando o prazo legal estabelecido pela legislação eleitoral, que exige o afastamento até o início de abril para quem ocupa funções no Executivo.
Ao todo, pelo menos 13 secretários devem deixar suas pastas para entrar oficialmente na disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Maranhão e na Câmara dos Deputados.
Nomes já colocados no jogo!
Entre os nomes já citados nos bastidores, alguns ganham destaque:
Vinícius Ferro – Apontado como pré-candidato a deputado federal, surge como um nome técnico que tenta se viabilizar politicamente.
Sebastião Madeira – Experiente, deve disputar vaga como deputado estadual, levando seu histórico político para o Legislativo.
Tiago Fernandes – Entra na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, tentando capitalizar a visibilidade da saúde.
Paulo Cazé – Também deve buscar espaço na Assembleia, mirando fortalecimento regional.
Orleans Brandão – É o único com projeto majoritário: deixará o cargo no dia 1º para disputar o Governo do Estado. Sua sucessão já estaria encaminhada com Valmira Miranda.
Além deles, outro movimento importante ocorre fora do governo estadual, como André Fufuca que também entra no processo de desincompatibilização, reforçando o peso político da disputa no Maranhão.
Um governo em transição política
Mesmo sem a confirmação oficial da lista completa dos 13 secretários, o cenário aponta para uma verdadeira dança das cadeiras dentro do governo estadual. A estratégia é clara: transformar a força administrativa em capital eleitoral.
A saída em bloco — ainda que escalonada — abre espaço para novos nomes dentro da gestão, ao mesmo tempo em que testa a popularidade dos atuais secretários nas urnas.
O que está em jogo?
A desincompatibilização não é apenas uma exigência legal. É o primeiro movimento real da disputa eleitoral. É quando o discurso deixa o gabinete e vai para as ruas, e no Maranhão, tudo indica que essa corrida já começou.

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